sexta-feira, 9 de março de 2018

JOVEM FOI BALEADO DENTRO DE UM BAR PRÓXIMO A CEACA E MORREU NO HRA


O primeiro homicídio do fim de semana em Caruaru ocorreu no Sítio Encanto, dentro do conhecido “Bar de Jane”, que fica por trás do posto de combustível em frente a Ceaca – Central de Abastecimento de Caruaru e teve como vítima um rapaz identificado apenas por Edson, que trabalhava na Ceaca. Ele levou oito tiros, mesmo assim saiu andando até o posto de combustível, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e morreu após dar entrada no Hospital Regional do Agreste.


O delegado da Força Tarefa de Homicídios, Dr. Rodolfo Bacelar, foi ao bar com a sua equipe de investigadores, mas constatou que a dona do bar fechou o estabelecimento, onde possivelmente também mora, mesmo assim descobriram que o crime foi cometido por dois elementos que chegaram numa moto, mataram a vítima e se evadiram em seguida. O delegado afirmou que aguarda que a população denuncie os assassinos ligando ou mandando mensagem pela o telefone da Polícia Civil que tem o aplicativo Whatsapp (81) 9 9488-7042 e terá a garantia do anonimato.

O corpo da vítima foi encaminhado para o IML de Caruaru.

Foram localizados estilhaços de munição na frente do bar.

A vítima deixou um rastro de sangue por onde passou.

Chuvas melhoram níveis de barragens no Agreste e Sertão

Barragem de Poço Fundo

As chuvas espalhadas pelo Sertão e algumas áreas do Agreste estão colaborando para a melhoria dos níveis de barragens nessas regiões, inclusive, recuperando mananciais que estavam secos há anos. É o caso das Barragens Poço Fundo, em Santa Cruz do Capibaribe, e Sítio Luiza, em Jataúba, que estavam em colapso total há cinco e sete anos respectivamente. Poço Fundo registra 19,81% da sua capacidade de armazenamento, que é de 27,6 milhões de metros cúbicos de água, e Sítio Luiza está vertendo. Agora a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está realizando os ajustes operacionais para reativar os sistemas e voltar a abastecer pela rede de distribuição o distrito de Poço Fundo, em Santa Cruz do Capibaribe, e Jataúba.

Barragem Santana

Para o diretor Regional do Interior, Marconi de Azevedo, essa quantidade de chuvas dos últimos dias, mesmo de forma irregular, aponta para a ocorrência de um bom inverno neste ano, principalmente para a região Agreste, cuja quadra chuvosa está prevista entre os meses de abril a julho. Em Pesqueira, a chuva melhorou o nível da Barragem de Santana, responsável pelo atendimento de 70% da população da cidade. Santana tem capacidade para acumular 1,2 milhão de metros cúbicos e atingiu 15% do seu nível, volume suficiente para abastecer Pesqueira, no sistema de rodízio, pelos próximos quatro meses.

Barragem Riacho do Pau

Duas barragens localizadas no município de Pedra, no Agreste, também acumularam água. A Barragem de Riacho do Pau (16,8 milhões de metros cúbicos), que atende a cidade de Arcoverde e estava com 37% da sua capacidade no mês de fevereiro, alcançou 49,85% do seu nível de armazenamento. Já a Barragem de Mororó, que abastece a cidade de Pedra, está agora com 63,81% de sua capacidade total (2,9 milhões de metros cúbicos). Essas melhorias no entanto, ainda não são suficientes para alterar o calendário de abastecimento de Arcoverde e, no caso de Pedra, que já conta com fornecimento de água diário para 80% da cidade, a Compesa está realizando obras para levar água para o restante da população.

Barragem Cachoeira

Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, que estava sendo atendida somente pela Adutora do Pajeú, graças às chuvas, voltará a ser abastecida pela Barragem Cachoeira II, que está registrando 28% do seu nível, volume suficiente para reativar o sistema local. A expectativa é anunciar um novo calendário de abastecimento para Serra Talhada na segunda quinzena de março. A Barragem de Brotas, que atende as cidades de Afogados da Ingazeira e Tabira por meio de um sistema integrado, aumentou o seu nível de reservação de 21,81% para 42,6%, nas últimas três semanas. Em função da alta turbidez da água, a Compesa ainda precisa aguardar cerca de 20 dias para aumentar a produção do sistema. O maior manancial para abastecimento humano de Pernambuco, a Barragem de Jucazinho, em Surubim, permanece seca.


Fonte: Blog do Jairo Gomes

Por que o Maranhão consegue pagar o maior piso salarial do País a professores?

Com o reajuste de 6,81%, os professores terão como 
salário inicial 5,750 mil para atuação de 40 horas

ANA LUIZA BASILIO / Carta Capital

Créditos: Reprodução

O Estado do Maranhão anunciou no início do mês o novo piso salarial para os professores da rede pública, com reajuste de 6,81 %. A correção segue a indicada nacionalmente pelo Ministério da Educação para a categoria, com a diferença que, o valor pago pelo Estado, será cerca de duas vezes maior que o piso nacional, que passa a 2,455 mil este ano. Com a resolução, os professores de 40 horas no Maranhão terão como salário inicial o valor de 5,750 mil; os de 20 horas, valor proporcional.

O reajuste faz com que o Estado pratique o piso salarial mais alto do País. Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) que tem como base dezembro de 2016 aponta que oito Estados não cumpriam o piso referente ao início de carreira. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Maranhão (Sinproesemma), o reajuste será incluído inicialmente em duas parcelas a serem pagas nos vencimentos de março e junho.

A economia brasileira cresceu 1% em 2017. Os dados do Maranhão ainda não foram divulgados, mas projeções indicam que o PIB do Estado deve crescer 3,1%.

Em entrevista à Carta Educação, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, afirma que o reajuste é fruto de uma decisão política feita a partir da priorização da pasta de educação. “Como o Flávio Dino também é professor, a política educacional é muito forte em seu governo. E há o entendimento de que a valorização salarial não pode estar descolada das ações de investimento”. Confira a entrevista.

Carta Educação: Em um contexto de crise, como o Maranhão consegue elevar o piso dos professores?

Felipe Camarão: Foi uma decisão política muito importante que o governador teve. Como ele também é professor, a política educacional é algo muito forte em seu governo. Temos trabalhado muito fortemente na infraestrutura das escolas, com construção de novas unidades e reforma de outras, promovendo formação e capacitação de professores e a valorização financeira não poderia estar dissociada disso. Por isso, se definiu a pasta como prioridade. Faremos um investimento de 115 milhões de reais este ano, chegando ao maior salário da categoria e dando continuidade à política que já praticávamos o ano passado.

CE: O reajuste será aplicado a quantos professores?

FC: O reajuste será aplicado para os 31,5 mil professores da rede, sendo 26,5 mil efetivos em atividade, 5 mil temporários e 15 mil inativos, os aposentados.

CE: Como o reajuste de 6,81% é composto dentro do orçamento do Estado?

FC: Para chegar ao valor, o Estado tem que fazer a complementação de 20% de sua receita, já que o valor do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) é insuficiente. Gastamos 100 por cento do fundo, mais esse acréscimo. O ano passado a complementação para a folha de pagamento foi de mais de 127 milhões de reais. Esse ano, tivemos um reajuste do Fundeb, ainda incipiente, então se mantem a lógica de complementação pelo Estado.

CE: O reajuste é o mesmo anunciado pelo Ministério da Educação para o piso salarial dos professores este ano. No entanto, o piso foi para R$ 2.455,35, sendo o valor pago pelo Maranhão cerca de 2 vezes maior…

FC: Aqui no Maranhão todos os professores recebem acima do piso. Somados os vencimentos mais a gratificação de magistério, temos o valor de 5,750 mil para os professores 40 horas e 2,8 mil para os de 20 horas. Mesmo nessa categoria de 20 horas estamos acima do piso nacional. Esse valor ainda é acrescido caso o professor tenha especialização, mestrado e doutorado e é modificado no caso das escolas de tempo integral, que pedem dedicação exclusiva. Nessa dinâmica, os professores 20 horas dobram a carga horária e os de 40 horas recebem adicional de 25%.

A educação é a grande aposta do governador aqui no Estado, justamente por estarmos atrasados em relação a outras unidades no que se refere à qualidade da aprendizagem e os índices educacionais, como o Ideb. Pernambuco e Ceará, por exemplo, têm índices muito melhores que o nosso, que foi de 3,1 no último levantamento. Isso ocorre porque há anos investem em infraestrutura escolar, no ensino de tempo integral e valorização de professores. Precisamos correr atrás do prejuízo e estamos nesse momento com o governador Flávio Dino, com a aplicação do maior investimento na história do Estado.

CE: Quais os principais desafios educacionais do Maranhão?

FC: Além da baixa avaliação da aprendizagem, precisamos enfrentar questões de fluxo escolar, sobretudo as taxas de evasão escolar. Apostamos em um duplo caminho para a melhoria do Ideb. Primeiro, um trabalho com os estudantes que não têm familiaridade com a Prova Brasil, uma das ferramentas que subsidiam o cálculo e com o próprio Enem. Realizamos simulados, aulas de reforço e investimos em capacitação aos professores de Língua Portuguesa e Matemática. Na questão da evasão, temos apoiado a questão da merenda e do transporte escolar, buscado envolver as famílias em nosso modelo pedagógico, construído e reformado algumas unidades. O foco não é só o Ideb, é manter o aluno na escola, com nível de qualidade, e consolidar uma política educacional estruturada.

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